quarta-feira, 30 de abril de 2008

Os Amigos

A Ana Maria não resistiu em enviar este vídeo e eu não resisti a postá-lo!
Fica aqui dedicado ao blogger CAP CRÉUS, acérrimo defensor dos direitos dos animais!

terça-feira, 29 de abril de 2008

sexta-feira, 25 de abril de 2008

quarta-feira, 23 de abril de 2008

A Geração do Ecrã

Uma amiga enviou-me este artigo do JN de 30 de Março e não podia deixar de o "postar"! Mais palavras para quê?
A geração do ecrã






Alice Vieira , Escritora

Desculpem se trago hoje à baila a história da professora agredida pela aluna, numa escola do Porto, um caso de que já toda a gente falou, mas estive longe da civilização por uns dias e, diante de tudo o que agora vi e ouvi (sim, também vi o vídeo), palavra que a única coisa que acho verdadeiramente espantosa é o espanto das pessoas.

Só quem não tem entrado numa escola nestes últimos anos, só quem não contacta com gente desta idade, só quem não anda nas ruas nem nos transportes públicos, só quem nunca viu os "Morangos com açúcar", só quem tem andado completamente cego (e surdo) de todo é que pode ter ficado surpreendido.

Se isto fosse o caso isolado de uma aluna que tivesse ultrapassado todos os limites e agredido uma professora pelo mais fútil dos motivos - bem estaríamos nós! Haveria um culpado, haveria um castigo, e o caso arrumava-se.

Mas casos destes existem pelas escolas do país inteiro. (Só mesmo a sr.ª ministra - que não entra numa escola sem avisar…- é que tem coragem de afirmar que não existe violência nas escolas…)

Este caso só é mais importante do que outros porque apareceu em vídeo, e foi levado à televisão, e agora sim, agora sabemos finalmente que a violência existe!

O pior é que isto não tem apenas a ver com uma aluna, ou com uma professora, ou com uma escola, ou com um estrato social.

Isto tem a ver com qualquer coisa de muito mais profundo e muito mais assustador.

Isto tem a ver com a espécie de geração que estamos a criar.

Há anos que as nossas crianças não são educadas por pessoas. Há anos que as nossas crianças são educadas por ecrãs.

E o vidro não cria empatia. A empatia só se cria se, diante dos nossos olhos, tivermos outros olhos, se tivermos um rosto humano.

E por isso as nossas crianças crescem sem emoções, crescem frias por dentro, sem um olhar para os outros que as rodeiam.

Durante anos, foram criadas na ilusão de que tudo lhes era permitido.

Durante anos, foram criadas na ilusão de que a vida era uma longa avenida de prazer, sem regras, sem leis, e que nada, absolutamente nada, dava trabalho.

E durante anos os pais e os professores foram deixando que isto acontecesse.

A aluna que agrediu esta professora (e onde estavam as auxiliares-não-sei-de-quê, que dantes se chamavam contínuas, que não deram por aquela barulheira e nem sequer se lembraram de abrir a porta da sala para ver o que se passava?) é a mesma que empurra um velho no autocarro, ou o insulta com palavrões de carroceiro (que me perdoem os carroceiros), ou espeta um gelado na cara de uma (outra) professora, e muitas outras coisas igualmente verdadeiras que se passam todos os dias.

A escola, hoje, serve para tudo menos para estudar.

A casa, hoje, serve para tudo menos para dar (as mínimas) noções de comportamento.

E eles vão continuando a viver, desumanizados, diante de um ecrã.

E nós deixamos.
- Alice Vieira, no JN de Domingo, 30 de Março 2008

terça-feira, 22 de abril de 2008

O Poeta Nu - 15 de Maio no TCA

Claro que é mais uma Quinta de Leitura... avisei que apesar de já não trabalhar no TCA que as Quintas serão sempre as Quintas e por isso há sempre aqui um cantinho reservado para pelo menos as divulgar!
Esta Quinta de Leitura ainda por cima conta com a presença da minha querida amiga Élèonore Dider que pela segunda vez vai participar neste ciclo de poesia.
Depois tem também a Margarida Mestre e será concerteza curioso confrontar as performances de duas artistas tão diferentes no mesmo espectáculo!
CLARO QUE É A NÃO PERDER!!!

Élèonore Didier por Jérôme Delatour em Images de Danse

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Os participantes da Quinta de Leitura

O poeta José Luís Peixoto
A poetisa Yolanda Castaño (foto do site www.viveiros.com)



O pianista Mário Laginha (foto do site www.cotonete.clix.pt)
O recitador Pedro Lamares

A recitadora Susana Menezes (foto de Hugo Moutinho do blog das Quintas)

Que me desculpem a Natália Luiza, a Inês Jacques e o Eduardo Raon mas até agora não encontrei fotos para postar...

Então aqui fica um pequeno update:

Podem ver as fotos do espectáculo tiradas pelo Hugo Valter Moutinho nas Quintas de Leitura.

Quinta de Leitura - Foi Ontem!

Ontem lá fui eu assistir à minha primeira Quinta de Leitura como público! A sensação foi muito estranha. Estar ali no foyer do TCA, sem o stress habitual que antecede os espectáculos, e absolutamente tranquila na minha nova condição de espectadora... A sensação foi mesmo muto estranha... acho mesmo, sem querer ser pretenciosa, que algumas pessoas do público (os habitués...) também me olharam estranhamente, deviam estar-se a perguntar o que fazia eu ali de bilhete na mão e mala ao ombro...

Lá dei beijinhos à equipa, lá matei um bocadinho de saudades. É verdade, confesso que tenho saudades da dinâmica deste ciclo. Dei um grande abracinho ao João Gesta, aliás ao longo da noite foram vários os abraços que troquei com aquelas pessoas a quem estava mais ligada e que me souberam muito bem!

Acho que continuo um bocado suspeita para falar destes espectáculos. Apesar de já não ter trabalhado neste, acho que estou ainda demasiado envolvida emocionalmente para falar das Quintas de uma forma critíca.

De qualquer maneira arrisco dizer que gostei imenso do espectáculo. Foi longo mas não senti o peso do tempo pois estava muito absorvida pelo que se estava a passar em cena para dar pelo tempo! Basta olhar para os intervenientes, O José Luís Peixoto, a Yolanda Castaño, o Mário Laginha, os recitadores Natália Luiza, Susana Menezes e Pedro Lamares (as melhores vozes das Quintas) e a parelha Inês Jacques e Eduardo Raon. Tudo isto acompanhado pelas belíssimas fotografias da Mafalda Capela!

Parabéns João por mais uma vez nos presenteares com um belíssimo serão.

E para que não restem dúvidas termino com um poema do José Luís Peixoto que foi dito pela Susana Menezes, no meu entender a melhor intervenção de sempre da Susana:

Arte poética
o poema não tem mais que o som do seu sentido,
a letra p não é a primeira letra da palavra poema,
o poema é esculpido de sentidos e essa é a sua forma,
poema não se lê poema, lê-se pão ou flor, lê-se erva
fresca e os teus lábios, lê-se sorriso estendido em mil
árvores ou céu de punhais, ameaça, lê-se medo e procura
de cegos, lê-se mão de criança ou tu, mãe, que dormes
e me fizeste nascer de ti para ser palavras que não
se escrevem, lê-se país e mar e céu esquecido e
memória, lê-se silêncio, sim, tantas vezes, poema lê-se silêncio,
lugar que não se diz e que significa, silêncio do teu
olhar de doce menina, silêncio ao domingo entre as conversas,
silêncio depois de um beijo ou de uma flor desmedida, silêncio
de ti, pai, que morreste em tudo para só existires nesse poema
calado, quem o pode negar?, que escreves sempre e sempre, em
segredo, dentro de mim e dentro de todos os que te sofrem.
o poema não é esta caneta de tinta preta, não é esta voz,
a letra p não é a primeira letra da palavra poema,
o poema é quando eu podia dormir até tarde nas férias
do verão e o sol entrava pela janela, o poema é onde eu
fui feliz e onde eu morri tanto, o poema é quando eu não
conhecia a palavra poema, quando eu não conhecia a
letra p e comia torradas feitas no lume da cozinha do
quintal, o poema é aqui, quando levanto o olhar do papel
e deixo as minhas mãos tocarem-te, quando sei, sem rimas
e sem metáforas, que te amo, o poema será quando as crianças
e os pássaros se rebelarem e, até lá, irá sendo sempre e tudo.
o poema sabe, o poema conhece-se e, a si próprio, nunca se chama
poema, a si próprio, nunca se escreve com p, o poema dentro de
si é perfume e é fumo, é um menino que corre num pomar para
abraçar o seu pai, é a exaustão e a liberdade sentida, é tudo
o que quero aprender se o que quero aprender é tudo,
é o teu olhar e o que imagino dele, é solidão e arrependimento,
não são bibliotecas a arder de versos contados porque isso são
bibliotecas a arder de versos contados e não é o poema, não é a
raiz de uma palavra que julgamos conhecer porque só podemos
conhecer o que possuímos e não possuímos nada, não é um
torrão de terra a cantar hinos e a estender muralhas entre
os versos e o mundo, o poema não é a palavra poema
porque a palavra poema é uma palavra, o poema é a
carne salgada por dentro, é um olhar perdido na noite sobre
os telhados na hora em que todos dormem, é a última
lembrança de um afogado, é um pesadelo, uma angústia, esperança.
o poema não tem estrofes, tem corpo, o poema não tem versos,
tem sangue, o poema não se escreve com letras, escreve-se
com grãos de areia e beijos, pétalas e momentos, gritos e
incertezas, a letra p não é a primeira letra da palavra poema,
a palavra poema existe para não ser escrita como eu existo
para não ser escrito, para não ser entendido, nem sequer por
mim próprio, ainda que o meu sentido esteja em todos os lugares
onde sou, o poema sou eu, as minhas mãos nos teus cabelos,
o poema é o meu rosto, que não vejo, e que existe porque me
olhas, o poema é o teu rosto, eu, eu não sei escrever a
palavra poema, eu, eu só sei escrever o seu sentido.
José Luís Peixoto, in A Criança em Ruínas

quinta-feira, 17 de abril de 2008

Sérgio e o Livros!

Ai ai, o meu filhote descobriu os livros...

segunda-feira, 14 de abril de 2008

Babando...

Não há mãe que aguente... sem babar... pelo menos eu não consigo evitar!
Quando se trata do orgulho dos meus meninos não há nada a fazer, a irracionalidade toma conta de mim, tolda-se-me a razão, totalmente e consentidamente (o que é mais grave ainda...) digo consentidamente porque sei que sou eu que permito que este sentimento se apodere totalmente de mim! Confesso que não faço absolutamente nada para o travar...

Não me venham cá dizer coisas, aquelas que eu digo às outras mães... enfim que há que ser racional, que há que dar o devido desconto... que há que olhar para os filhos imparcialmente... pois aqui afirmo: que se lixe a imparcialidade, eu cá no que diz respeito aos meus filhotes sou loucamente irracional e eles (que me desculpem as mães e os pais dos coleguinhas) os meus são definitivamente melhores, mais bonitos e mais que mais que houver...

Então vejam lá se eu não tenho razão... a Andreiinha voltou a ser a melhor aluna do liceu, do ano dela - 8º ano - com apenas dois 4 a matemática e a educação tecnológica e o resto tudo cinco... mãe baba mesmo... não há hipótese e aqui nem estou em delírio uma vez que as notas são notas, não sou eu que as dou... são os professores, portanto aqui a minha "babisse" é absolutamente genuína e inocente... PARABÉNS FILHA!

Esta semana que terminou, foi semana de assistir às aulas abertas de moderno e de ballet... aí não houve notas... ah mas babei, babei muito... e até houve um momento que me emocionei (consegui disfarçar bem...) e aqui desculpem lá as outras mães presentes, mas a minha Andreia é a mais linda e a mais que mais de todas as outras (aqui é quando me torno irracionalmente orgulhosa...)

Aqui ficam algumas imagens que testemunham:


E para que fique completo o quadro das babeiras totais, digam lá se já viram míudos mais lindos do que estes???


Claro que não!!!!!

quinta-feira, 10 de abril de 2008

Escola Escola Escola...


Mais uma vez as minhas escritas aqui no meu espaço andam um pouco ausentes... eu estou menos ausente do que parece, pois sempre vou fazendo as minhas visitinhas aos "meus" blogues. Aqueles que passaram a fazer parte do meu quotidiano e que por vezes sinto mesmo falta de ir ver o que se passa com alguém... estranhas estas "relações blogoesféricas"...

Adiante... como de momento não estou a trabalhar, estou a fazer um pequeno break em termos de trabalho (espero que seja mesmo pequeno...), estou claro a aproveitar para pôr os estudos em dia. Estava mesmo muito atrasada!

Só me falta esta cadeira para finalmente terminar a minha licenciatura, lá despachei a do 1º semestre com um 14, o que não foi nada mau tendo em conta o pouco tempo que tive para a realização do trabalho... agora queria ver se conseguia terminar com uma nota um bocadinho mais alta mas isto não está fácil! O tema é interessante mas não é muito aliciante e ando para aqui às voltas com ele!!!

Resumindo tenho passado os dias "fechada" na biblioteca da faculdade e acreditem que tenho trabalhado mesmo muito...

Há dias em que sinto a cabeça mesmo muito cansada parece que já nem penso direito. Já não estava habituada.

Há dois dias tive a experiência fantástica de ter nas minhas mãos uma obra datada de 1789!

Eu adoro livros, adoro o que representam e também o objecto em si.

Infelizmente tenho pouco tempo para ler, mas esta história da faculdade obrigou-me a voltar a estar diariamente com os livros. E estes livros antigos são fantásticos porque parece que trazem com eles a carga do tempo passado, são como que uma ponte entre nós e a época em que foram escritos... enfim, pode parecer um disparate, mas para mim foi uma emoção ter aquela obra nas minhas mãos!!!

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Um Instantinho de Orgulho...

in, A Nosa Terra Diario

Um Bom Jantar

Hoje o dia acabou bem!
Aliás, acabou mesmo muito bem!
Depois de várias horas a fazer pesquisa bibliográfica para o meu (espero que último) trabalho da faculdade, com apenas uma pequena interrupção para assistir à natação da Leonor (um autêntico peixinho a minha filhota)... lá fui jantar fora com um pequeno grupo que me quer bem e a quem quero bem!

Estivemos bem, num ambiente agradável (não fosse o raio das criancinhas da mesa do lado), com um vinho simpático a acompanhar a refeição e as conversas...
Conversámos... rimo-nos... dissémos muitos, mesmo muitos disparates... e ainda fui contemplada com uma surpresa carinhosa!

Hoje, por muitos motivos, que não são para aqui chamados, não vou entrar em pormenores, apenas deixar a memória deste pequeno encontro, para que permaneça!

terça-feira, 1 de abril de 2008