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terça-feira, 26 de junho de 2007

Acorda Sérginho...

Entre o episódio do CSI - Las Vegas e o acordar do meu filhote para mamar aqui venho espreitar o que se passa num pequeno infimo da blogoesfera...
Nada de mais, as ressacas do S. João, as estranhas nomeações de blogs para mais estranhos prémios...
Gosto sempre de fazer as minhas visitas já habituais aos blogs Anacrónios, Fora dos Eixos, O da Joana entre outros... estão sempre a aparecer alguns deles bem interessantes... uns dão-me ânimo para seguir em frente, outros apenas me divertem, ou relaxam. Num momento como agora em que estou à espera que o bébé acorde e em que toda a gente já dorme, é bom sentar-me aqui um bocadinho e relaxar, desabafar (o possível...) e até pensar!
Hoje foi um dia, ou uma tarde um pouco angustiante... a vida por vezes prega-nos umas partidas... enfim, tudo se vai resolvendo, devagarinho... bem devagarinho... e é esta lentidão que me desespera, mas também não temos forma de resolver mais depressa...
Enfim, tudo se irá encaminhar da melhor forma!

Acorda Sérginho que a mamã quer descansar...

domingo, 24 de junho de 2007

Muito trabalho e as férias a espreitar...

Esta semana que começa é uma semana de muito trabalho, aliás agora até 13 de Julho é sempre a andar...
Entre os acolhimentos, só escolas de dança e a Quinta de Leitura não vamos ter um bocadinho para respirar... o que vale é que as férias já espreitam e bem precisamos... todos... aqui em casa e lá no teatro... os humores andam todos muito feios, e os ânimos exaltam-se muito depressa...
Vamos lá ver se se mantém a calma até ao fim da temporada!!!

Na Ressaca do S. João

A noite foi cá em casa, com a minha sogra, os meus cunhados o Tiaguinho e nós!
Foi calma mas com tudo a que temos direito... assámos as sardinhas, que estavam deliciosas, e os pimentos... não faltou a broa nem o vinho bom... comemos muito e para ajudar à digestão lá fomos dar uma voltinha com o desejo de vermos algum fogo de artifício aqui para as nossas bandas... pensámos que iria haver lá para os lados da igreja... mas esta noite de S. João, aqui para as nossas bandas foi bem calminha... lá vimos uns fogozitos nos quintais mas nada de grandes organizações ou festanças.
Lá demos a nossa voltinha e quando chegámos lançámos um belo balão que subiu subiu subiu...
Tivémos tudo que manda a tradição, até os martelinhos... esses só quando fomos passear porque em casa não deixo! Não consigo achar graça à história dos martelinhos, nem percebo qual a graça de andar a dar marteladas nas cabeças de toda a gente...
Lá passámos a nossa noite de S. João e no final das contas foi bem divertida...
Aqui está o Sérginho, que mesmo com uma noite de pouco sono lá se começou a pôr de pé sózinho no parque...
Aqui com a mana Leonor... hoje é um dia difícil para todos... noite curta má disposições de dia...
E aqui está a Andreia cheia de mau feitio... mais uma que dormiu pouco e portanto o mau génio está à flor da pele!!!!
Estamos todos entre a boa disposição de um domingo S. João e o mau génio de uma noite muito curtinha... os humores fervem...

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Daniel Maia-Pinto Rodrigues

E já estamos em pleno para a Quinta de Leitura de Julho! Daniel Maia-Pinto Rodrigues é o poeta que se segue e que encerra o ciclo antes das nossas merecidas festas!!!

Este não podia ter resultado melhor!

Então dizem eles: "para si uma relação só se faz com uma grande dose de reciprocidade e entrega. Quando embarca numa vida a dois sente-se motivado e preparado para sobreviver à vidinha do quotidiano."

Eu sou Limão!

Este teste anda por aí no mundo dos blogs... também fiz! Parece que sou limão... ARGHHHH... detesto gelado de limão!!!!!

É já na 5ª feira - 21 de Junho no TCA

À Avó

Ficou vazio o teu lugar à mesa. Alguém veio dizer-nos
que não regressarias, que ninguém regressa de tão longe.
E, desde então, as nossas feridas têm a espessura
do teu silêncio, as visitas são desejadas apenas
a outras mesas. Sob a tua cadeira, o tapete
continua engelhado, como à tua ida.
Provavelmente ficará assim para sempre.

No outro Natal, quando a casa se encheu por causa
das crianças e um de nós ocupou a cabeceira,
não cheguei a saber
se era para tornar a festa menos dolorosa,
se para voltar a sentir o quente do teu colo.

Maria do Rosário Pedreira
in, A Casa e o Cheiro dos Livros

quinta-feira, 14 de junho de 2007

Santo António de Lisboa!

Hoje, ou melhor, ontem foi dia de Santo António de Lisboa. Eu, lisboeta a viver no norte lá tive de ir trabalhar e este ano nem uma sardinha comi pelo Santo António...
Mas lembro-me bem de pedir um tostãozinho para o Santo António com os míudos da rua da casa da minha mãe e os arraiais do clube Kappa.
Mais crescida ia com os amigos entre alfama e a bica comer umas sardinhas, andar a pé pelos bairros e muita mesmo muita farra!

Bem ao contrário deste dia... dia que foi prolifero em chateações... daquelas bem mesquinhas. Daquelas que às vezes me esqueço que existem. Enfim, estou bem farta dos pequenos venenos, dos pequenos poderes, das hipócritas e mesquinhas lutas de poder de bastidores!!!

Se calhar tenho mas é de começar a rezar ao Santo António!

quarta-feira, 13 de junho de 2007

Parque da Cidade - 7 de Junho 2007

Aproveitámos a visita da avó Maria João e fomos passear até ao Parque da Cidade. A Leonor ficou toda contente pois adora lá ir e a avó ficou a conhecr este magnifico espaço da cidade Invicta.
Fomos munidas de pão para os patos, actividade imprescindível quando se vai ao Parque da Cidade com a Leonor... Chegámos e claro que fomos logo dar o pãozinho aos patos, que ainda por cima tiveram direito a pãozinho do dia, já que ao contrário do que é habitual não havia pão seco em casa!
A Leonor lá deu o pãozinho todo e ainda se assustou porque os patos do Parque estão a ficar tão habituados a que as pessoas lhes dêem comidinha que saem do lago e vêm atrás de quem tem a comidinha sem qualquer receio... No bando que veio para o pé da Leonor, veio um pato todo espertalhão, de cabeça vermelha e que se punha mesmo mesmo em cima dela... ela recuava e ele lá ia a grasnar e a dar com o rabinho atrás dela... foi bastante divertido, para mim, claro, a Leonor não achou lá muita graça e tratou de despachar o pãozinho rapidamente!!!
A avó Maria João que vinha com vontade de ir até a um jardim para se sentar na sombra de alguma árvore em paz e sossego, lá alinhou em ir conhecer o Parque... mas o espírito convidativo deste Parque para andar a pé é que não foi bem ao seu encontro... assim enquanto a neta dava o pão aos patos a avó lá encontrou uma bela pedra onde logo se sentou a ler um bocadinho!
E claro que o Sérginho também foi ao passeio. Gosta muito de andar no carrinho. Enquanto está a andar ele farta-se de "palrar" e de rir. Aqui estava parado ao pé dos patos e em grande luta para tirar o chapéu da cabeça... luta que como não podia deixar de ser ganhou várias vezes!
Aqui ganhou a avó... Após uma curta caminhada lá encontrámos o almejado banco de jardim numa sombrinha convidativa. E acabámos por ter todos o que queríamos. A avó o seu banquinho para ler mais um bocadinho, o Sérginho conseguiu sair do carrinho e ter contacto com uma nova matéria: a relva.. e adorou. Não consegui que ficasse na sua mantinha. Sempre que o punha lá ia ele todo contente para a relva. E ganhou, claro!
Foi um bom passeio. Acho que a expressão de boa disposição da minha mãe diz tudo!
Ah, e no fim ainda comemos um belo gelado cada uma... para ajudar às dietas...


Com a avó Maria João

A minha mãe veio passar o fim-de-semana passado connosco. Foi bom para matar um bocadinho de saudades, é claro que o fim-de-semana é curto e fica-se sempre com aquela sensação de que o tempo não chegou para nada... Ainda por cima, com as crianças, sequiosas dos mimos da avó não dão muito tempo para nós.
Noutras vezes, ficamos até altas horas da noite a conversar, mas desta vez nem isso... eu tenho estado tão cansada que não aguento ficar a conversar... acho que foi a primeira vez que não aompanhei a minha mãe pela noite fora....

sexta-feira, 8 de junho de 2007

A Propósito das Feiras do Livro - Vasco Gato

Era apenas um livro. Teria forçosamente que ser um livro: a aparência era de livro, o comportamento era sem dúvida de livro. Todos sabiam, porque sempre fora assim, que mais um livro não traria nada de extraordinário: letras, vírgulas, alguma gramática. É isto um livro. Porém, quando abriram aquele livro, e era de facto um livro, notaram uma qualquer presença estranha, algo que não souberam definir. Fechavam-no, abriam-no. Olhavam atentamente a capa, interrogavam. Lançavam-no ao ar numa última tentativa de desmanchar o truque: mas ele caía como um livro, desprezando as suas páginas como todos os livros.
Sussurravam de uns para os outros: o que se passa com este livro? Trocavam olhares cúmplices quando entreviam num rosto alheio o efeito da mais breve leitura que fosse daquele livro. Os sintomas eram claros para quem já lera uma parte. Um tremor subtil na pele, um desajeitado modo de ter mãos, ora no bolso, ora na cara, ora rodando no ar, um passo levemente incerto, uma tensão nas sobrancelhas. Para quem não lera, porém, tudo corria calendariamente.
Os leitores daquele livro inquietante aproximavam-se, trocavam hipóteses de solução, procuravam desesperadamente calar o desconforto que a leitura lhes ia gradualmente instalando. As sua vidas pareciam irremediavelmente suspensas perante a urgência do fenómeno. Olhavam, liam: letras, vírgulas, gramática. Tudo aquilo ressoava na memória. Eu sei o que isto é!, diziam. Não existia nada de desconhecido naquele livro. Porém, revelava-se absolutamente incomparável. E nisto consistia o mistério. O olhar passava pelas palavras no mesmo gesto mecânico de sempre, da esquerda para a direita, atento às pausas, descendo suavemente a página. E, no entanto, assomava ao cimo desse olhar treinado uma sensação de tontura que depois alastrava por todo o corpo. O livro era insuportável, excessivo. Era preciso fechá-lo abruptamente para não se cair no chão.
Mas porquê? Que subtil e raro poder circulava na normalidade daquele livro? Era isto que traziam para a rua. Alguns paravam subitamente no passeio, ou acordavam em sobressalto durante a noite, como se houvessem decifrado o problema. Escapava-se-lhes. Regressavam ao livro contrafeitos, mas num estado de profundo encantamento. Umas palavras mais, mentalizavam-se. Mas liam sempre mais do que podiam e a tontura assinalava-lhes de imediato a transgressão. Começavam a desenvolver um agudíssimo sentido dos detalhes. Viviam mais lentamente. Cuidavam do livro como se se tratasse de uma matéria preciosa, a mais preciosa. As suas vidas cresciam em intensidade.
Era um livro único, excepcional.

-Vasco Gato-

terça-feira, 5 de junho de 2007

Divagações

Todos os dias quando venho para casa do teatro, venho a reflectir com os meus botões, sobre o que se passou, ou que não se passou, no meu dia... dentro da minha cabeça, falo comigo própria, às vezes verdadeiros tratados de opinião...
Todos os dias, dentro de mim faço o balanço do dia... ralho comigo própria ou enalteço-me a mim própria...
E todos os dias me pergunto porque é que gosto do meu trabalho. Ponto acente que gosto. Muito. Ponto acente que não ando lá muito satisfeita. São vários os motivos. Não os vou aqui explanar.
Todos os dias luto mais um bocadinho para que esta sensação de insatisfação passe... todos os dias me passa pela cabeça que bom que era deixar tudo, pegar na família e desaparecer algures no interior do país, numa quintinha qualquer e viver como antigamente se vivia. Do que a terra dá... pura e simplesmente deixar a vida chamada civilizada... ir cultivar e criar o que se põe na mesa... esquecer a cultura, a política, as carências sociais... esquecer a tecnologia, o espectáculo, a vida urbana... era capaz? Acho que sim... mas depois todos os dias olho para os meus filhotes e fico feliz só de os olhar e chegam os remorsos de não lhes dar todas as oportunidades possíveis para que possam fazer da sua vida o que escolherem e serem felizes, como eu... sim porque não é a minha felicidade que está aqui em jogo... é o estilo de vida, é pensar se vale a pena, para quê e para quem?
Para mim? Para os filhotes? Para as gerações futuras?
E será que vale mesmo a pena?
Será que as pequenas lutas diárias do trabalho valem a pena? E quem as reconhece?
Será que a preocupação de fazer melhor que bem vale a pena? Para quem? Para mim? Para os outros? Para o espectáculo... talvez!
Às vezes sinto-me um bocadinho farta das incompetências instaladas, das hipocrisias reinantes, da mesquinhez, do abuso velado, dos falsos relacionamentos, dos medos infundados, dos olhares enviusados...
Será que a vida não seria mais plena vivida da terra?
Será que afinal são as politiquices de polichinelo que estão certas???? Será que as pessoas pensam antes de falarem? E será que não percebem que às vezes é melhor estarem caladas?
Enfim, acho melhor ficar por aqui, já estou a entrar em delírio...

Lagoa de Albufeira

Este post é uma éspecie de comentário ao post do blog Fora dos Eixos, "As Respostas ao Enigma".

Quando era míuda os meus pais tinham uma casa em frente à Praia do Castelo, era um pequeno aglomerado de casas em forma de castelo onde habitavam 2 famílias todo o ano e depois havia os que tinham (como nós) as casas alugadas ao ano para férias e fins-de-semana. Era o máximo passar lá as férias, tinhamos o campo e a praia em simultâneo.
Eramos ainda um grupo grande de míudos que nos juntávamos ali várias vezes ao ano e particularmente no verão que estávamos lá 3 a 4 meses (as boas férias grandes...).
Fazíamos trinta por uma linha nas matas que circundavam o castelo.
Pensando agora depois de tantos anos, vejo que as nossas brincadeiras eram muito bélicas. Uma das mais divertidas era a construção de fortes em zonas estratégicas da mata em que ninguém nos via e nós controlávamos tudo. Eram sofisticados os nossos fortes, escolhiamos as clareiras e depois fazíamos vários abrigos com ramos de árvores e postos de vigia no topo das árvores... as comunicações entre os abrigos e os postos de vigia eram feitas através de tubos de rega que o Sr. Freitas nos deixava roubar... as armas eram pinhas apanhadas na própria mata... às vezes fazíamos guerras entre nós, quando se formava por algum motivo dois grupos. As guerras consistiam em descobrir e conquistar o forte inimigo... Também fizémos algumas guerras entre os terraços das torres dos castelos - era muito divertido!!!
Foi com o Sr. Freitas, a esposa (que não me consigo recordar o nome e que era um amor) e os dois filhos que fomos uma vez a pé da praia do castelo até à Lagoa de Albufeira.
Foi um dia a caminhar pela beira-mar, com o piquenic às costas e um monte de brincadeiras, só para ir dar um belo mergulho à Lagoa que era sempre o nosso desejo - ir à Lagoa de Albufeira... à volta foram-nos buscar de carro...
Íamos para a margem oposta às imagens do Fora dos Eixos . Era uma margem mais calma sem construções e de difícil acesso de carro, o que era muito bom para quem queria sossego para gozar em plenitude as maravihas da Lagoa.

Pois é CAP CRÉUS tive a terrível ideia de lá voltar hás uns anos atrás... foi uma desilusão tão grande como as tuas imagens tão bem demonstram...
Lixo, com os pacóvios portugas a fazerem piqueniques no meio do lixo e claro está a fazerem mais lixo ainda...
A confusão das motos de água que dá aperto no coração quando as vemos passarem tangentes a quem ainda ousa banhar-se naquelas águas...
É um misto de tristeza e revolta que me assola ao relembrar esta volta à Lagoa. É como se as memórias se desvanecessem... é uma tristeza...
Nunca mais lá fui!

domingo, 3 de junho de 2007

A Família dos macacos...

Resultado de uma brincadeira com o programa Face Transformer... e se a minha família fosse de macacos?
O PaiA Mãe
E os 3 filhotes: a Andreia
A Leonor
E o Sérgio
Uiiiiiiiiii... éramos mesmo muito feiosos...

Uma Tarde no Karaté!

Hoje foi uma tarde diferente. Hoje vivi com a Leonor uma aula de Karaté.
A professora, a Fátima Lima, organizou uma festa entre alunos e pais que basicamente consistiu numa aula para pais e filhos! Foi muito divertido e foi a primeira vez que fiz uma aula de karaté. Ficam algumas imagens:
A minha estrelinha Leonor
O aquecimento
O ínicio dos exercícios, dois a dois, nós fomos logo as primeirasA Fátima ensina e nós repetimosFátima a demonstrar os exercícios mais uma vezFátima a preparar novo exercício
Também houve tempo para umas pausas
E foi assim a nossa tarde no Karaté. Mãe e filha lado a lado. Foi pena o João não ter podido ir mas um de nós tinha de ficar com o Sérgio pintarolas... portanto, como o João também tinha uns trabalhos para fazer em casa, aproveitou o sossego e nós a farra!

O Pintarolas


Pois , como estes últimos 2 meses têm sido muito calmos... Aqui está mais um pintarolas para se juntar à festa...
Depois de já termos respirado de alivio porque o Sérgio não tinha pegado a varicela da irmã, eis que , depois de alguns dias nos aparece o menino cheio de pintinhas da varicela!
É claro que a pior noite foi a primeira e era aquela em que no dia seguinte eu entrava no teatro às 9H da manhã... foi bom!!!
Porque é que será que é sempre assim??? É sempre nas noites que eu preciso de descansar que os rabinotes dos meus filhotes não me deixam...
E pronto, o Sérgio já está melhor, as pintarolas começam agora a secar e nós mais uma vez ansiamos por umas noites bem dormidas...